23/03/2021 às 09h37min - Atualizada em 23/03/2021 às 09h37min

​Mandato coletivo do PSOL promete resistir a PL de tratamento precoce em PG

Projeto de Lei dispõe sobre a disponibilização gratuita de medicamentos para o chamado “tratamento precoce” contra a COVID-19

Da redação
Foto: Reprodução / Redes sociais
O mandato coletivo do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) usou as suas redes sociais, na noite desta segunda-feira (22), para manifestar repúdio ao Projeto de Lei 35/2021 da bancada cristã da Câmara Municipal, que pretende disponibilizar gratuitamente medicamentos para o chamado “tratamento precoce” contra a COVID-19.
 
“Bloco cristão em Ponta Grossa quer o dinheiro destinado a vacina para comprar cloroquina. Se não houver mobilização da sociedade, vão conseguir. O mandato coletivo do PSOL promete resistir”, diz publicação feita no perfil do coletivo às 20h42 de ontem, no Twitter. 

Uma das integrantes do coletivo, Ana Paula de Melo, ironizou a iniciativa em postagem publicada no Facebook por volta das 21h. “O chefe da 3.ª Regional diz: ‘Não existe comprovação da eficácia de medicamentos relacionados ao tratamento precoce. Não existem protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde para esse tratamento. O bloco cristão na mesma tarde: ‘Defendemos kit de tratamento precoce pago pelo SUS [Sistema Único de Saúde]'”, escreveu Ana Paula.

Projeto de Lei 

Dez vereadores assinaram, nesta segunda-feira (22), o Projeto de Lei 35/2021 que dispõe sobre a disponibilização gratuita de kits de medicamentos para o tratamento precoce da COVID-19 na rede SUS do município durante o período de pandemia. 

O projeto condiciona à avaliação e acompanhamento médico, a partir do momento da identificação de sintomas ou sinais leves da doença, com realização de exame físico e/ou exames complementares, em Unidades de Saúde do Município. Os medicamentos deverão ser entregues imediatamente após receituário médico e utilizando o protocolo regulamentado pelo Ministério da Saúde. 

Segundo o Bloco Cristão, que encabeçou a proposta, o protocolo vem sendo aplicado em centenas de cidades do Brasil e no mundo, prevendo liberdade tanto do médico de prescrever quanto do paciente de adquirir os fármacos. 

Soberania 

Segundo a justificativa do projeto, "a implantação do tratamento precoce de fato não é uma medida curativa específica de COVID19, mas são as medidas conhecidas e, sim, com estudos científicos, que terão através de diferentes mecanismos ações favoráveis nas diversas fases da doença, já que a vacina não é uma realidade concreta para os próximos dias. Portanto, é hora de buscar dar voz aos profissionais da saúde, e é o médico que tem soberania e dever de indicar o melhor tratamento disponível para a doença". 

Notícias Relacionadas »