23/03/2021 às 15h58min - Atualizada em 23/03/2021 às 15h58min

Curitiba ordena retirada de outdoors em defesa do "tratamento precoce" para COVID-19

Fiscais alegam que as peças estão em desacordo com trechos da legislação municipal e do Código de Ética Médica

Da redação, com informações da 'Tribuna'
Foto: Reprodução
A empresa responsável pela colocação de painéis a favor do chamado “tratamento precoce” para COVID-19 nas ruas de Curitiba foi notificada, nesta segunda-feira (22), pela Prefeitura, ficando com um prazo de 12 horas para a retirada do material, informa a ‘Tribuna’. De acordo com fiscais da Secretaria de Urbanismo, as peças estão em desacordo com trechos da legislação municipal e do Código de Ética Médica, do Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Em entrevista ao portal, a Secretaria de Urbanismo de Curitiba afirmou que notificou a empresa atendendo a um ofício da Promotoria da Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, do Ministério Público Estadual (MP-PR). Entre os motivos apresentados pelo MP-PR, estão os seguintes: 1) falta de comprovação científica sobre a eficácia dos medicamentos para tal tratamento; 2) o veto do Código de Ética Médica (artigo 113) de se “divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente”; e 3) o reconhecimento dos próprios fabricantes de que tais medicamentos não são indicados para o tratamento precoce da COVID-19. 

Campanha

Os outdoors fazem parte de uma campanha do movimento ‘Médicos Pela Vida COVID-19’, que reúne mais de 2 mil médicos de todo o Brasil favoráveis ao chamado “tratamento precoce” para COVID-19. 

No site oficial do movimento, existem três manifestos em que é apresentada a ideia do programa e é solicitado o apoio de médicos de todo o país. Publicado no dia 16 de fevereiro último, o documento mais recente mostra que o Paraná aparece como o terceiro estado com o maior número de profissionais que apoiam o grupo.

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