26/03/2021 às 09h33min - Atualizada em 26/03/2021 às 09h33min

​Associação de farmacêuticos de PG divulga nota sobre PL do “tratamento precoce” para COVID-19

Entidade afirma que a única e mais eficaz forma de conter a pandemia é a vacinação mais ampla e rápida da população

Da redação
Foto: Danny Cesare
A Associação Ponta-grossense de Farmacêuticos (ASPONFAR) divulgou, na noite desta quinta-feira (25), nota oficial sobre o chamado “tratamento precoce” contra COVID-19, que a bancada cristã da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) propõe que seja oferecido gratuitamente no município.

Logo no primeiro parágrafo do documento, assinado pelo presidente Josyel Olszewski e pelo vice-presidente Raylan Golinski, a entidade se manifesta em “total contrariedade” com relação ao Projeto de Lei (PL) 35/2021, que dispõe sobre a disponibilização gratuita de kits de medicamentos para o “tratamento precoce” da COVID-19. 

“A ASPONFAR apoia as condutas baseadas em evidências científicas em saúde e reprova veementemente a publicação, divulgação ou compartilhamento de informações falsas, sejam elas veiculadas e defendidas por representantes de quaisquer espectros políticos ou até mesmo por profissionais de saúde”, diz o comunicado. 

A nota destaca que diversas entidades nacionais e internacionais, como Organização Mundial da Saúde (OMS), Food and Drug Administration (FDA), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM), já emitiram comunicados demonstrando que “nenhum medicamento tem eficácia comprovada na prevenção ou no ‘tratamento precoce’ para COVID-19”. 

Os autores da nota afirmam ainda que gostariam, “de verdade”, que houvesse um tratamento preventivo ou precoce seguro, eficaz, barato e de amplo acesso para a população, para que fosse possível combater a pandemia. “Porém, a realidade é que, apesar dos esforços de muitos pesquisadores comprometidos com o desenvolvimento de novos tratamentos, a única e mais eficaz forma de contermos esta pandemia é a vacinação mais ampla e rápida da população.”

A entidade afirma que reconhece a “soberania do profissional prescritor na avaliação da evolução da doença”, mas aconselha aos profissionais que se atentem às recomendações das agências reguladoras e, principalmente, à posologia e dosagem correta dos medicamentos, "lembrando que é dever e direito do profissional farmacêutico orientar o paciente e entrar em contato com o profissional prescritor para sanar eventuais dúvidas". 

Confira a nota na íntegra: 




 
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