26/03/2021 às 13h59min - Atualizada em 26/03/2021 às 13h59min

VCG: “Colaboradores estão sendo completamente ignorados pela Prefeitura”

Empresa alega que é obrigação do município custear a estrutura da concessionária e que não tem condições de pagar colaboradores

Da assessoria
Foto: Reprodução / Redes sociais

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (26) para os colaboradores da empresa, a Viação Campos Gerais (VCG), concessionária responsável pelo transporte público em Ponta Grossa, afirma que é obrigação da Prefeitura custear a estrutura da empresa, visto que o transporte público continua suspenso no município em razão do novo decreto municipal publicado hoje (26).

“Isso significa dizer que o município deve assumir as suas responsabilidades e manter um mínimo de equilíbrio na relação contratual. Sem a receita diária ou solução advinda do Poder Concedente, a empresa não terá condições de fazer frente às obrigações com os seus colaboradores. Nem as já vencidas, nem as que estão por vencer”, explica.

A concessionária ressalta que lutou “fortemente” nos últimos 12 meses para que essa situação “dramática” não se instalasse, mas diz que o poder público abandonou os trabalhadores do transporte coletivo à própria sorte. “É um momento difícil aos colaboradores, que tanto se dedicam para executar bem esse serviço essencial à população e que o executam com extrema eficiência, mas que, neste momento, estão sendo completamente ignorados pelo município, responsável pelo colapso do sistema”, aponta.

Ao fim do comunicado, a empresa pede aos colaboradores que “não percam a esperança” de voltarem a trabalhar todos juntos “em breve”. “Não percam a esperança de voltarmos a operar. Acreditem que somos muito mais fortes do que imaginamos e que temos todos juntos, empresa e colaboradores, responsabilidades para com os nossos concidadãos que jamais nos furtaremos”, conclui.

Confira nota da concessionária na íntegra:

Em virtude da prorrogação da edição de decreto municipal no dia de hoje, que prevê a interrupção do sistema de transporte coletivo até o dia 11/04, reiteramos nossa manifestação de consternação com a situação que tem sido imposta pelo Poder Público. Não apenas em relação a situação da empresa, mas, em especial, com a situação pessoal de nossos colaboradores em razão do atraso no pagamento.

É uma situação extremamente grave, dramática às pessoas envolvidas, mas que lutamos fortemente nos últimos 12 meses para que não ocorresse.

Afinal, o transporte coletivo é um direito fundamental dos munícipes e de responsabilidade direta do Município, cabendo à Concessionária executá-lo conforme lhe é determinado. E no momento, uma vez que paralisado por determinação municipal, é obrigação da Prefeitura custear a estrutura da Concessionária que se encontra à sua exclusiva disposição.

Isso significa dizer que o Município deve assumir suas responsabilidades, e manter um mínimo de equilíbrio na relação contratual.

Sem a receita diária, ou solução advinda do Poder Concedente, a empresa não terá condições de fazer frente às suas obrigações com seus colaboradores. Nem as já vencidas, nem as que estão por vencer.

É um momento difícil aos colaboradores, que tanto se dedicam para executar bem este serviço essencial à população, e que o executam com extrema eficiência, mas que neste momento estão sendo completamente ignorados pelo Município, responsável pelo colapso do sistema.

Manteremos nossa luta por respostas do Poder Concedente, à medida em que desde março de 2020 temos sistematicamente informado a ele a situação enfrentada e nenhuma resposta efetiva fora dada até o momento.

Não percam a esperança de voltarmos a operar, não percam a esperança de voltarmos a trabalhar todos juntos em breve, acreditem que somos muito mais fortes do que imaginamos e que temos todos juntos, empresa e colaboradores, responsabilidades também para com nossos co-cidadãos que jamais nos furtaremos.


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