27/03/2021 às 16h37min - Atualizada em 27/03/2021 às 16h37min

​Médico de PG apoia tratamento precoce: "Há inúmeros trabalhos que o suportam"

Profissional também questiona a eficácia de medidas como o isolamento social e o 'lockdown'

Da redação
Foto: Reprodução / Jornal do Comércio
Considerado um dos médicos mais prestigiados de Ponta Grossa, o cardiologista Antônio Alcides Klug tem usado as redes sociais para exercer um verdadeiro apostolado em prol do chamado “tratamento precoce”. Quase diariamente, o médico usa o seu perfil no Facebook para recomendar medicamentos como ivermectina e cloroquina, para mostrar estudos que, em tese, apoiam o uso desses medicamentos em casos de COVID-19 e para questionar tabus da ciência acadêmica tradicional. 

Em um de seus textos mais recentes, intitulado ‘Uma campanha covarde: a fogueira contra Galileu’, publicado nesta quinta-feira (25), o médico afirma taxativamente que o tratamento precoce é eficaz. “Há inúmeros trabalhos que o apoiam. Há estudos observacionais favoráveis. A nossa experiência é positiva. Há um esforço enorme para desacreditá-lo. Por quê? Qual é o propósito?”, questiona.
 
Na mesma publicação, Klug compara a eficácia da vacina CoronaVac e da ivermectina para tentar mostrar que não faz sentido liberar o imunizante e proibir o fármaco. “Não é razoável uma autorização emergencial de uma vacina com 50% de eficácia para a cepa de COVID original e absolutamente desconhecida para a variante do Amazonas, e atacar uma medicação via oral e barata, com metanálises que mostram uma prevenção para a COVID de 70%, em estudos com validade maior que a autorização emergencial”, argumenta. 

Na postagem, Klug também compara a ivermectina ao tamiflu, usado para tratar a H1N1. Na visão do médico, não é “razoável” que o H1NI1, que teria grau de evidência C, tenha sido “distribuído em massa” no governo Dilma e que a ivermectina, que teria maior grau de evidência, seja demonizada. “Só para lembrar, o tamiflu apresenta na bula a indicação de uso precoce, nas primeiras 48 horas. Não era tratamento precoce? Por que agora é diferente?” 

Reposicionamento 

O médico também advoga a favor do reposicionamento (ou seja, usar em uma doença X uma droga desenvolvida para uma doença Y) da ivermectina, um antiparasitário tradicionalmente usado para combater vermes, parasitas e ácaros. “Os anticoagulantes e corticoides aceitos trazem na bula que servem para infecção viral? Ou fomos aprendendo? Por que o reposicionamento para essas medicações é aceito e para outras não?”, pergunta. 

Idiossincrasias 

No entendimento do médico, todas essas aparentes contradições, chamadas por ele de “idiossincrasias medicamentosas”, estão matando pessoas. “Quantas pessoas morreram por idiossincrasias medicamentosas? Por que agora as [medicações] do kit COVID são demonizadas? As drogas aumentaram exponencialmente em uso. Quantos relatos de efeitos colaterais foram comprovados? MUITO POUCOS!”, pergunta e responde ele próprio, em caixa alta. 

Lockdown 

Na mesma publicação, Klug também questiona abertamente a eficácia de medidas como o isolamento social e o fechamento do comércio. “Qual é o grau de evidência do ‘lockdown’? Nenhum!”, dispara. O médico diz ainda que há a “possibilidade” de as vacinas se mostrarem menos eficazes para as novas cepas do vírus. “E aí? Vamos continuar com lockdown e mortes por mais um ano? Reflitam! Não é política, mas uma reflexão médica, para quem pensa”, escreveu. 

Protocolos ineficientes 

Ao fim de seu arrazoado, Klug cita o exemplo do cientista italiano Galileu Galilei, morto em 1642, para questionar os que seguem “protocolos ineficientes” e que demonizam os defensores do tratamento precoce. “Aos que seguem os protocolos ineficientes, apenas digo, Galileu Galilei quase foi queimado, mas, no fim, estava certo e todos os cientistas da época estavam errados. A Inquisição demonizou milhares de pessoas. Estavam certos?”

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