06/09/2022 às 09h19min - Atualizada em 06/09/2022 às 09h19min

Vereador pede cassação da prefeita Elizabeth por caos na saúde

Relator da CPI da Saúde pediu cassação da gestora por improbidade na gestão da saúde. Por meses, vereador tentou encontrar soluções junto à Prefeitura e ao MP

Da assessoria
Foto: Divulgação
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde emitiu, nesta segunda-feira (5), o relatório preliminar - o documento foi antecipado após um pedido do Ministério Público Federal (MPF). A relatoria da CPI cabe ao vereador Geraldo Stocco (PV) que decidiu pedir a cassação da Professora Elizabeth Schmidt (PSD) - durante meses, o parlamentar buscou soluções alternativas junto à própria Prefeitura, além de também procurar o Ministério Público, mas não obteve sucesso.

Segundo Stocco, o pedido de cassação se baseia em vários aspectos da investigação iniciada em maio deste ano, especialmente a falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o fechamento precoce do Pronto Socorro Municipal (PSM) e o abandono da UBS Antonio Saliba. "Há mais de um ano buscamos uma solução dialogada com a prefeita, mas não obtivemos nenhum avanço e por isso tivemos que adotar esta medida drástica", explica Stocco.

O relator da CPI lembra que, desde 2020, procurou a gestão para dialogar melhorias para a saúde, mas Stocco e outros vereadores receberam "apenas promessas". "A prefeita prometeu para nós e para toda a população a reforma de 14 unidades básicas de saúde até o final do ano. Estamos em setembro e nada disso aconteceu, a população segue aguardando horas para receber atendimento", argumenta Geraldo.

Entre os principais erros encontrados pela CPI está o fechamento precoce do PSM. "O Pronto Socorro foi um erro grave, o espaço foi fechado com uma ala nova, construída com recursos destinados pela Justiça Federal", diz Stocco. O vereador lembra que um engenheiro ouvido pela CPI confirmou que o PSM não precisava ser totalmente fechado. "Nada justifica o fechamento do Pronto Socorro de forma tão irresponsável", critica Geraldo.

Outro aspecto destacado pela CPI foi o fechamento do Pronto Atendimento Infantil (PAI) que funcionava junto ao Hospital da Criança, atualmente chamado de HUMAI. "Temos visto nossas crianças sofrerem, mesmo com toda a estrutura do HUMAI. Esse é apenas um dos erros graves cometidos pela gestão da saúde e que impacta, diretamente, nas pessoas. Tivemos mortes de crianças esperando vaga, esperando transferência", dispara Stocco.

Falta de médicos e baixos salários

A apuração da CPI mostra que o principal problema da saúde na cidade é a falta de médicos. Os vereadores apuraram que a escassez de profissionais é fruto do baixo salário pago pela gestão de Elizabeth Schmidt. "Ponta Grossa tem perdido vários médicos que deixam de trabalhar aqui para atuar em cidades da região que pagam melhor. E a gestão da Prefeitura não fez nada para mudar isso, nenhuma ação efetiva", conta Stocco.

UBS destruída pela falta de cuidado

Fechada em janeiro de 2021, a UBS Antonio Saliba ficou totalmente destruída após a ação de vândalos. O espaço havia sido fechado apenas com problemas no telhado em dezembro de 2020 e, após o abandono da Prefeitura, o espaço foi totalmente destruído. Atualmente o município iniciou a construção de um superposto com investimento de R$ 500 mil. "A Prefeita basicamente jogou R$ 500 mil no lixo, além de prejudicar o atendimento em saúde por meses da população que mora naquela região", critica Stocco.

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