02/04/2021 às 11h45min - Atualizada em 02/04/2021 às 11h45min

Deputado contrário ao uso de máscara fica três dias na UTI por COVID-19

Parlamentar chegou a colocar, “de brincadeira”, um aviso na porta de seu gabinete proibindo o uso da peça

Da redação, com informações da 'Folha'
Foto: Reprodução / Facebook
Conhecido nas redes sociais como ‘Carteiro Reaça’, o deputado paulista Gil Diniz (sem partido) ficou internado por sete dias – três deles em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – em decorrência da COVID-19. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Diniz se notabilizou, entre outras coisas, por minimizar a importância da máscara como medida de prevenção à doença. Em fevereiro último, o deputado chegou a colocar, “de brincadeira”, um aviso na porta de seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) proibindo o uso da peça.

Na tarde desta quinta-feira (1), o parlamentar falou sobre o período de internamento durante uma sessão virtual da Alesp. “Foi um período extremamente difícil, mas, para mim, pedagógico. Vi casos de óbito, também de pessoas que saíram curadas. Foi um momento de reflexão, de agradecer muito a Deus pela minha vida, por estar com vocês no parlamento de São Paulo, a honra que eu tenho de ser deputado”, afirmou. 

Diniz ficou internado no hospital Santa Marcelina, de Itaquera, na zona leste da capital paulista. Após declarar que “olhou nos olhos desse vírus maldito”, o deputado comentou que é hora de reforçar o combate à pandemia. “Temos que colocar todas as nossas forças e recursos para enfrentar esse que é o principal problema do país, do estado e, por que não, do mundo, nesse momento.”

“Proibido usar máscara”

Um fevereiro último, Diniz pôs um aviso na porta de seu gabinete na Alesp dizendo “Proibido o uso de máscara neste gabinete”. Segundo o deputado, foi uma “brincadeira”. “Teve uma deputada [Mônica Seixas] que representou contra dois deputados que não usaram máscara no plenário. O Frederico D’Ávila [deputado do PSL] colocou um cartaz no gabinete dele dizendo que máscara era opcional. Para ironizar, fiz a plaquinha”, conta.

O parlamentar diz que no seu gabinete as pessoas são livres para usar ou não a máscara. “A maioria lá já teve COVID-19, tem os anticorpos”, explica. “Quem quiser, usa à vontade. Nas reuniões, eu não utilizo.”

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