07/12/2022 às 14h14min - Atualizada em 07/12/2022 às 14h14min

Assassino que matou 4 e feriu 12 é sentenciado a até 3 anos de internação

O tempo é o limite máximo estabelecido como de medida socioeducativa para adolescentes pela lei.

Informações: G1
Divulgação
O assassino que matou quatro pessoas e feriu outras 12 em um ataque a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, vai cumprir até três anos de internação. O tempo é o limite máximo estabelecido como de medida socioeducativa para adolescentes pela lei.

A sentença foi dada pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Aracruz, Felipe Leitão, nesta quarta-feira (4).

O adolescente, que confessou os crimes, está internado desde o ataque em uma unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) de Cariacica, na Grande Vitória.

O ataque a duas escolas em Aracruz aconteceu no dia 25 de novembro deixou 4 mortos. O assassino é um atirador de 16 anos que estudou até junho deste ano em uma das escolas atacadas. Ele foi apreendido horas após o crime.

O Tribunal de Justiça do estado (TJ-ES) informou que o prazo de internação pode chegar até três anos, mas o tempo final pode mudar de acordo com a avaliação da Justiça. Apesar disso, três anos é o limite máximo previsto em lei para internações.

O TJ disse ainda que quem vai avaliar esse prazo é o Juiz da Execução da Grande Vitória (3ª Vara da Infância e da Juventude de Vitória). Foi aplicada, ainda, uma medida protetiva de acompanhamento psiquiátrico durante o período de cumprimento da medida de internação.
 

Ataque a escolas em Aracruz: o que falta esclarecer

Assassino que invadiu escolas e deixou quatro mortos no Espírito Santo usou armas do pai PM
Três pessoas ainda permanecem internadas em hospitais da Grande Vitória. Uma professora de 37 anos, outra educadora de 51 anos e uma estudante de 14 anos que foi baleada na cabeça.

O ataque

No dia 25 de novembro, um ataque a duas escolas deixou quatro mortos e outros 12 feridos em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A investigação apontou que o ataque foi planejado por dois anos e por um assassino de 16 anos que estudou até junho no colégio estadual atacado. O criminoso usou duas armas do pai, um policial militar.

Os disparos aconteceram por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma via, em Praia de Coqueiral, a 22 km do centro do município. Aracruz, onde o ataque aconteceu, fica a 85 km ao norte da capital.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o assassino invadiu a escola estadual com uma pistola e fez vários disparos assim que entrou no estabelecimento de ensino. Depois, foi até a sala dos professores e fez novos disparos. Na unidade, duas professoras foram mortas.

Na sequência, o atirador deixou o local em um carro e seguiu para a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, que fica na região. Na unidade, uma aluna foi morta. Após o segundo ataque, o assassino fugiu em um carro. Ele foi apreendido ainda na tarde de sexta.

No sábado (26), a Polícia Civil informou que o criminoso vai responder por ato infracional análogo a três homicídios e a 10 tentativas de homicídio qualificadas. Também no sábado, uma professora baleada que estava internada morreu.
 
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